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Caminhando e Cantando
De tudo um pouco...
Começo do Caminho
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Sábado, Fevereiro 15, 2003
Tô de mudança, geeennnntteeeeeee!!!!
Já levei minhas coisinhas todas pra lá e a partir de hoje o Caminhando e Cantando faz parte da família Festim. Vombora gente!!!! Tô esperando vocês lá http://caminhando.festim.net Sexta-feira, Fevereiro 14, 2003
Seguindo o Amor Quando o amor acenar, siga-o ainda que por caminhos ásperos e íngremes. E quando suas asas o envolverem, renda-se a ele Ainda que a lâmina escondida sob suas asas possa feri-lo. E quando ele falar a você, acredite no que ele diz, Ainda que sua voz possa destroçar seus sonhos, Assim como o vento norte devasta o jardim. Pois, se o amor coroa, ele também o crucifica. Se o ajuda a crescer, também o diminui. Se o faz subir às alturas e acaricia seus ramos mais tenros que tremem ao sol, também o faz descer às raízes e abala sua ligação com a terra. Como os feixes de trigo, ele o mantém íntegro. Debulha-o até deixá-lo nu. Transforma-o, livrando-o de sua palha. Tritura-o, até torná-lo branco. Amassa-o, até deixá-lo macio e, então, submeta-o ao fogo para que se transforme em pão, no banquete sagrado de Deus. Todas essa coisas pode o amor fazer para que você conheça os segredos de seu coração e, com esse conhecimento, se torne um fragmento do coração da VIDA. Khalil Gibran Quinta-feira, Fevereiro 13, 2003
Caminha placidamente entre o ruído e a pressa . Lembra-te de que a paz pode residir no silêncio.
PODERÁS SER A NOSSA PAZ? A maltratada paz das tuas costas, mapa-mundi de todas as feridas, anuncia à contraluz o Evangelho. Costas feridas da Grande Cidade, as vidas proibidas dos teus pobres denunciam os cimentos do Sistema. Entre o Norte e o Sul a cruz do mundo, a cruz do Terceiro Mundo, é ainda a tua Cruz! Todas as guerras enterram os seus obuses na tua terra nua da tua carne. Como gretas de noite envergonhadas, a miséria recolhe os seus lucros sob o pranto de sangue dos teus olhos, e o clamor dos pobres emoldura tuas têmporas como uma cruz de espinhos. Contra a paz do Céu brasfemada, sobre a paz calada dos mortos, o Império levanta sua Babel: a paz do Primeiro Mundo! Paz, paz, paz... e não há paz! Porque negam a passagem às estrelas, porque afogam as flores em petróleo, porque venderam o Justo, porque mataram o Pobre. Poderás ser a nossa Paz? Pedro Casaldáliga Quarta-feira, Fevereiro 12, 2003
Para um Amor na Rua Meu amor, vem pra casa que ouvi dizer que vai estourar a guerra Nostradamus previu Raimunda, nega Raimunda confirmou Por favor, ponha os pés na terra Chão firme cama da gente ouvi dizer que vai estourar a guerra. Você que é mundano convicto você que erra vai argumentar que não há perigo e o escambou que é apenas o "bicho" internacional. Vai confundir tudo com show vai dizer que tem Prince, Rock n'roll Gun's N'Roses e talvez Gal; É mau, meu bem tem também Sadam, Bushes e mesquinharias Vem pra casa guardar num cofre sua ingenuidade vem proteger da maldade sua fotografia. Aqui fiz cuscuz farofa e feijão fraldinho aqui pintei filosofia, comigo-ninguém-pode espada de São Jorge, jasmim, arruda, carinho. Tudo anti-míssil tudo bruxaria anti-crueldade bélica Lá fora alguns meninos querem experimentar a potência de seus terríveis brinquedos. Não tenha medo vem pra casa sem nem telefonar aqui tem ar, poesia, fé e tudo que a alegria da alma encerra. Vem, meu amor que ouvi dizer que vai estourar a guerra. Elisa Lucinda (verão de 1991) Terça-feira, Fevereiro 11, 2003
Encontrei esse artigo na internet,escrito por Affonso Romano de Sant'Anna em 1986. Embora ele tenha sido publicado na data indicada,se aplica em qualquer tempo, especialmente,na data de hoje quando a violência no mundo inteiro se agravou, e em relação à iminente guerra contra o Iraque PROJETOS PARA UM DIA DE PAZ Affonso Romano de Sant' Anna Um leitor idealista me sugere lançar uma campanha antiviolência, um enorme apelo pela paz, propondo que, num determinado dia, todos saiam à rua de branco. De branco vestidos faríamos consistente e suave protesto contra todas as tonalidades do mal. Gosto da idéia. E, avançando um pouco mais começo a delirar. Deveria-se organizar um dia, quando o vestir-se de branco seria apenas um dos gestos de pacificação. Este dia deveria cair no meio da semana. Nunca aos domingos. Pois é no cotidiano que temos que treinar o amor. Sim, um dia simbólico em que a violência estaria riscada de nossos gestos. Neste dia os ladrões se absteriam de assaltar bancos e casas. Nada de estupro. Ou será que a fúria assassina não pode esperar um dia sequer? Neste dia nas delegacias ninguém apanharia. Marido não agrediria esposa e o gesto rude contra o filho tomaria a forma de presente. E já que é um dia sem violência, os bancos teriam que suspender os juros. Os amantes, sim, deveriam fazer juras imensas investindo no amanhã. O mar viria em ondas calmas, nada de arrebentação. O vento seria tênue brisa, nada de frente fria tempestuosa. O suficiente para tocar as velas dos barcos e a alma dos amantes nos parques. Não, nenhum grito com empregados e subalternos. Não há subalternos neste dia. Nem neste dia haverá aumento de preços. Nada faltará nos mercados. Nenhum chofer de táxi enganará o passageiro. Nenhum médico fará operação inútil, nem haverá tribunal de júri. Nas sessões de análise, analistas mudos falarão, e alegres descerão para comer doces com o cliente na confeitaria embaixo. Não, neste dia não é permitida a melancolia. Até o luto é proibido. Ninguém poderá morrer. Mas, se alguém estiver muito preparado para isto, desde a véspera, e achar que a morte é inadiável, então, que se vá ao enterro, mas sem lágrimas, recordando apenas os melhores momentos que vivemos com o ex-vivo ao som do "Coro da Alegria" de Beethoven. Nos jornais, notícias ruins da véspera devem ser contidas. Nenhuma guerra ou explosão, mesmo porque os terroristas estariam em repouso com a alma que só os pastores têm. Nenhuma notícia amarga. Nenhuma traição. Nas praças, rádios e tevês, as músicas reforçariam os mais harmônicos sentimentos. Nada de música baixo-astral. Sei que os ressentidos, os que não sabem lidar com as suas emoções positivas, vão dizer: isto está piegas demais. Não se intimidem. Cuidado com as pessoas que tem medo da emoção . Da emoção nossa e deles, porque a vida deles é um horror. E os repressores gostam muito de trabalhar com a lógica. Não adianta. Neste dia só serão admitidos gestos gratuitos, desinibidos, nada de segundas-intenções . Quem há muito pensou num gesto de aproximação que o faça, quem pensava em pedir desculpas, peça perdão. Será que o homem entraria em pânico se tivesse que viver em estado lúdico de amor puro? Será que inventamos o purgatório porque abominamos o Inferno, mas, também não suportamos o Céu? Não se trata apenas de reprimir a violência, mas de desreprimir o amor. Nos anos 70, quando encenávamos no Rio a peça Hoje é dia de rock, a platéia ía vestida de branco e trocava flores com atores e entre si. Era juvenil, era bonito, enquanto lá fora comia solta a repressão. Nos Estados Unidos, nos anos 60, ocorriam os love-in: imensas sessões de amor nos parques aonde todos íam magicamente vestidos doar qualquer coisa: uma maçã, um gesto qualquer de amor. Durante as guerras as tropas costumavam ter algumas horas ou dias de trëgua nos dias sagrados. E um vez, em 1917, me contaram ou inventei, franceses e alemães saíram de suas trincheiras no dia de Natal para celebrar, pelo menos por um dia, a adiada paz. Desse grande acontecimento público contra a violência e a favor do amor, cientistas sociais recolheriam farto material de estudo, sobre o qual teríamos de meditar. E à noite, depois de vivermos o indiscriminado amor, tomaríamos o corpo amado prolongando noite adentro um momento de utopia, sonhando, quem sabe? que depois de ter provado o amor durante um dia inteiro, o amor entre nós pudesse de novo acontecer. 1986 Segunda-feira, Fevereiro 10, 2003
Aprendi o silêncio com os tagarelas; a tolerância com os intolerantes e bondade com os maldosos. Não devo ser ingrato com esses professores Kahlil Gibran
Os versos que te fiz Deixa dizer-te os lindos versos raros Que a minha boca tem pra te dizer ! São talhados em mármore de Paros Cinzelados por mim pra te oferecer. Têm dolência de veludos caros, São como sedas pálidas a arder ... Deixa dizer-te os lindos versos raros Que foram feitos pra te endoidecer ! Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ... Que a boca da mulher é sempre linda Se dentro guarda um verso que não diz ! Florbela Espanca Domingo, Fevereiro 09, 2003
Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem. (Marcel Proust)
Compaixão Maria Teresa Albani No tempo da espera criou-se o medo e ao invés do encanto desilusão No espaço do abraço surgiu o nada e no lugar do sonho solidão No compasso da dança fez-se a queda da voz sussurrante o silêncio Da mão estendida nasceu o engano e do projeto de afeto desamor No lugar da certeza um tempo perdido onde vi um amigo compaixão Sábado, Fevereiro 08, 2003
O Mundo é Grande Carlos Drumond de Andrade O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar. Sexta-feira, Fevereiro 07, 2003
Caminhada Os males que me fizeram, Perdoei... Não odiei meus inimigos, Abençoei. Das armadilhas que montaram, Escapei, No pouco espaço que mostraram, Vivi. As esmolas que me deram, Aceitei, Os conselhos que falaram, Esqueci. As ordens que impuseram, Obedeci, Quando riram de mim, Ignorei, Quando cantaram pra mim, Escutei, Quando pensaram que morri, Escapei. Sempre que eu viajei, Voltei, Os caminhos que apontaram, Caminhei, Nos pecados que cometi, Penei. As dores que sofri, Chorei, Meus amores no caminho, Deixei, Quando pediam para eu ficar, Fugi. Os sentimentos que ganhei, Perdi, Nos sofrimentos que passei, Sorri, Quando me mandaram embora, Me achei, Quando aprisionaram minha alma, Desfaleci, Quando encontrei você, Amei. Daniel Fiuza Quinta-feira, Fevereiro 06, 2003
"Verdadeira viagem não está em sair à procura de novas paisagens, mas em possuir novos olhos" (Marcel Proust)
CANÇÃO DA ALMA CAIADA Aprendi desde criança Que é melhor me calar E dançar conforme a dança Do que jamais ousar Mas às vezes pressinto Que não me enquadro na lei: Minto sobre o que sinto E esqueço tudo o que sei. Só comigo ouso lutar, Sem me poder vencer: Tento afogar no mar O fogo em que quero arder. De dia caio minh'alma Só à noite caio em mim por isso me falta calma e vivo inquieto assim. Antonio Cícero Quarta-feira, Fevereiro 05, 2003
Duplicidade do tempo O níquel, o alumínio, o estanho, e outros assépticos elementos, ao fim se corrompem: o tempo injeta em cada um seu veneno. A merda, o lixo, o corpo podre, os humores, vivos dejetos, não se corrompem mais: o tempo seca-os ao fim, com mil cautérios. João Cabral de Melo Neto Terça-feira, Fevereiro 04, 2003
AUSÊNCIA Num deserto sem água Numa noite sem lua Num país sem nome Ou numa terra nua Por maior que seja o desespero Nenhuma ausência é mais funda do que a tua. Sophia de Mello Breyner Andresen Segunda-feira, Fevereiro 03, 2003
Se vivo fosse estaria completando hoje 62 anos Sergio Bittencourt,autor e compositor de grande sensibilidade Para homenageá-lo vou colocar essa letra que é uma poesia e que eu gosto muito Modinha. (Sérgio Bittencourt). Olho a rosa na janela, Sonho um sonho pequenino, Se eu pudesse ser menino eu roubava esta rosa E ofertava todo prosa à primeira namorada E nesse pouco ou quase nada Eu dizia o meu amor, o meu amor. Olho o sol findando lento, Sonho um sonho de um adulto, Minha voz na voz do vento indo em busca do teu vulto E o meu verso em pedaços só querendo o teu perdão, Eu me perco nos teus passos E me encontro na canção. Ai, amor, eu vou morrer Buscando o teu amor. Ai, amor, eu vou morrer Buscando o teu amor. Hoje quero deixar aqui o meu abraço de parabéns para minha cunhada e amiga do Deixa a vida me levar que fez aniversário ontem
Os anos ensinam muitas coisas que os dias desconhecem Quanto mais velhos ficamos, menos vergonha nós temos de ter vergonha. Não somos nós que perdemos tempo. É o tempo que nos perde. (Mário da Silva Brito) Os Sete Responsáveis pela Decadência Social: Riqueza sem trabalho; Prazer sem escrúpulos; Conhecimentos sem sabedoria; Comércio sem moral; Política sem idealismo; Religião sem sacrifício; Ciência sem humanismo. Mahatma Ghandi
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